Homem que sequestrou e estuprou menina de 13 anos estava em prisão domiciliar por estupro, diz polícia
Robério Leandro Rodrigues Barreto, de 43 anos, foi preso na quinta-feira (3) após passar mais de dez horas com a vítima. Ele tem várias passagens policiais ...

Robério Leandro Rodrigues Barreto, de 43 anos, foi preso na quinta-feira (3) após passar mais de dez horas com a vítima. Ele tem várias passagens policiais por crimes semelhantes. Mãe de menina de 13 anos sequestrada fala sobre trauma Robério Leandro Rodrigues Barreto, de 43 anos, foi preso nesta quinta-feira (3), suspeito de dopar, sequestrar e estuprar uma menina de 13 anos por mais de dez horas (veja detalhes abaixo). De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, ele cumpria prisão domiciliar por causa de um condenação pelo estupro de uma menina de 11 anos. No entanto, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) contesta a informação e diz que Robério não estava mais em prisão domiciliar. No fim da tarde desta sexta (4), a Vara de Execuções Penais em Regime Aberto (VEPERA/DF) disse que ele "cumpriu regularmente e integralmente a pena privativa de liberdade até o proferimento da sentença de extinção de punibilidade pela Vepera, ocorrido em 24/3/2025". "Já os novos fatos supostamente cometidos por Robério foram praticados após o integral cumprimento da pena, e não durante o período em que esteve submetido à prisão domiciliar no regime aberto", afirma a Vara de Execuções Penais em Regime Aberto (veja nota completa ao final da reportagem). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Também nesta sexta, Robério Leandro Rodrigues Barreto passou por audiência de custódia e sua prisão foi convertida em prisão preventiva. A Polícia Civil afirma que Robério Leandro tem várias passagens policiais por crimes relacionados à violência sexual contra adolescentes e crianças, entre 11 e 17 anos. Os investigadores dizem que ele agia sempre de forma semelhante: abordava jovens em vias públicas, reduzia a capacidade de consentimento das vítimas, as levava para regiões distantes e agia com extrema violência. Homem suspeito de sequestrar e estuprar menina de 13 anos Reprodução A polícia pede que caso alguma vítima reconheça Robério como seu agressor, registre ocorrência em qualquer delegacia ou pelo telefone 197. O sequestro Homem é preso suspeito de fingir ser influenciador para sequestrar e estuprar menina De acordo com a polícia, a menina de 13 anos saía da escola, em Águas Lindas de Goiás, na tarde de quarta-feira (2), quando foi abordada pelo homem. Ele disse que estava gravando um vídeo para uma rede social e que, para ganhar um prêmio, ela teria que adivinhar o sabor dos sucos que ele ofereceu para ela. O momento do sequestro foi gravado por uma câmera de segurança (veja vídeo acima). As imagens mostram os dois conversando fora do carro. Pouco tempo depois, eles entraram no veículo e saíram. O desaparecimento da criança foi comunicado, e câmeras de monitoramento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) conseguiram identificar a placa do carro. Os agentes interceptaram o veículo pouco depois da meia-noite, na DF-180, sentido Brazlândia. "A vítima saiu do veículo completamente transtornada. Ela me contou que tinha sido dopada, que ela tinha sido sequestrada. Ela ainda estava um pouco sob influência de substância entorpecente, um pouco abalada, se sentindo muito culpada, infelizmente, e chorando muito porque ela tinha sido estuprada", conta a agente da PRF Pâmela Vieira. Trauma Mãe de menina de 13 anos sequestrada fala sobre trauma Aos policiais, a vítima contou que acordou em uma casa, sem roupa e amarrada em uma cama. A menina disse que tentou resistir, mas que foi agredida pelo homem. Depois, ainda segundo o relato, o suspeito colocou a adolescente no carro, rodou pelas vias do DF e disse que iria matá-la. No carro do suspeito, foram encontrados luvas, cordas e vários objetos que, de acordo com a polícia, foram usados para amarrar a adolescente. A mãe da vítima, que não quis se identificar, falou sobre o trauma sofrido pela filha (veja vídeo acima). "Vocês não sabem o que é a dor de uma mãe ao ver a filha daquele jeito e não poder fazer nada", diz a mulher. A mãe conta que a adolescente filha ficou machucada e que está com medo de voltar para casa. Na manhã desta sexta-feira (4), a menina continuava internada. O que diz a Vara de Execuções Penais em Regime Aberto "Sobre a execução penal de Robério Leandro Rodrigues Barreto, a Vara de Execuções Penais em Regime Aberto (VEPERA/DF) informa que no âmbito da execução penal n.º 0057482-69.2012.8.07.0015, Robério cumpriu a pena aplicada em duas ações penais: 1. Ação penal n.º 2010.03.1.029340-7. Crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) praticado em 10/6/2010. A pena aplicada foi de 10 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. A condenação transitou em julgado em 22/8/2014. 2. Ação penal n.º 2012.03.1.004467-8. Crime de estupro qualificado na forma tentada (art. 213, §1º, c/c art. 14, II, ambos do Código Penal) praticado em 16/2/2012. A pena aplicada foi de quatro anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. A condenação transitou em julgado em 10/7/2012. Robério foi preso em flagrante em 16/2/2012, data da prática do crime de estupro de vulnerável e, desde então, passou a cumprir a pena em regime fechado. Em 27/7/2017, ele progrediu para o regime semiaberto, uma vez que havia atingido os requisitos subjetivos e objetivos para a progressão. Em 16/1/2020, foi deferida a progressão de Robério para o regime aberto, mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Convém mencionar que o Código Penal estabelece que a pena privativa de liberdade em regime aberto deve ser cumprida em casa de albergado ou estabelecimento adequado. Vale destacar que o Distrito Federal não dispõe de tais estabelecimentos para cumprimento de pena. Assim, em razão da impossibilidade de submissão dos reeducandos a regime de cumprimento mais gravoso, é concedida a prisão domiciliar àqueles que cumprem pena em regime aberto. Nesse contexto, dentre outras condições, os reeducandos em regime aberto na modalidade de prisão domiciliar devem observar o recolhimento noturno em sua residência, sob fiscalização da Gerência de Fiscalização de Custodiados (GEFIC), além de se apresentarem bimestralmente em juízo, e não se ausentarem do Distrito Federal sem autorização judicial expressa. Assim, Robério participou de audiência admonitória para início do regime aberto em 21/1/2020, data em que foi instalado o dispositivo de monitoração eletrônica, que durou por 90 dias. Ele cumpriu regularmente e integralmente a pena privativa de liberdade até o proferimento da sentença de extinção de punibilidade pela Vepera, ocorrido em 24/3/2025. Já os novos fatos supostamente cometidos por Robério foram praticados após o integral cumprimento da pena, e não durante o período em que esteve submetido à prisão domiciliar no regime aberto." LEIA TAMBÉM: SOBRADINHO: homem é preso suspeito de fingir ser paciente para agredir ex-companheira internada em UPA no DF PLANALTINA: mulher perde casa após ex começar incêndio por não aceitar fim de relacionamento Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.